Desapareci pois não tinha internet onde me hospedei ontem
Estou bem, apesar do temporal que abateu o Rio Grande do Sul. Acordei às 5:00 com a tempestade anunciada pela metereologia. Só saí depois de 10:00, sem café. Abasteci e segui viagem. Parei em algum lugar e tomei um café e pão de queijo. Andei a uns 80-90 km por medida de segurança.
Me protegi o máximo para não me molhar. Usei a luva cirúrgica e a luva de tecido, claro que molhou! Apenas depois que passou a chuva é que eu troquei de luvas. Aí sim eu fiquei quentinho.
Consegui alcançar São Gabriel por volta de 13:00, procurei e não achei nenhum lan house, fui almoçar no restaurante São Rafael, cujo dono, Sr. Guaraci puxou papo sobre motos. Disse que teve uma CB 450 e se arrepende de ter vendido, mas que irá comprar outra até o início do ano que vem. Detalhe: ele tem uns 70 anos.
Na parte da tarde, novos episódios de sono (mesmo tomando um energético), porém, estando sozinho eu paro quando quero e fico o tempo que julgo suficiente. Fotografei pouco.
A velocidade aumentou para 120 km/h. Algumas vezes alcancei 150 km/h. Houve ventos laterais, nada grave. Aprendi a evitar o susto quando cruzo carretas: basta posicionar à direita, na faixa lateral, mesmo a 130 km/h é seguro. Veremos o vento patagônico, dizem que é o bicho.
As cidades passavam uma a uma. Parei em Alegrete para um café, que droga. Restaurante ruim, café ruim.
Estou em Uruguaiana, a uma ponte de distancia da Argentina.
Amanhã à tarde devo cruzar a ponte e comprar a carta verde, seguro obrigatório na Argentina.
Abraço a todos.
Marcio
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Pela manhã, esperando a chuva amenizar |
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Parada numa trégua da chuva |
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Uma das retas, dentre muitas |
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Contraste de cores na plantação |
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Haja bagagem |
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Os últimos quilômetros antes de Uruguaiana, último por do sol no Brasil |
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Os pontos pretos são vacas pastando |