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Olá a todos, não se preocupem com a foto, mais adiante tem a explicação.
Estou em Chuy, Uruguai depois de entrar no Chuí, no Brasil. Voltei ao Uruguai para gastar os pesos uruguaios que, de peso, não tem nenhum. Vale uma merreca, R$ 1 valem +/- $ 10 pesos.
Voltando no tempo:
Então, saí por volta de 08h34m do hotel e fui no posto do Sr. Eugênio para tomar café e abastecer. Após lubrificar a corrente parti seguindo a Rambla Costanera, uma estrada que vai pelo litoral. Depois entrei pela Ruta IB (Ruta Interbalnearia), que vai seguindo por várias cidades e praias pelo litoral.
No meio do caminho, o quê eu encontro? Bello Horizonte! Depois a Ruta IB torna-se Ruta 99 e depois 93. Parei para fotografar na rodovia e descobri que o retentor do garfo esquerdo começou a vazar, horas mais tarde o direito também começou a vazar. Terão que aguentar chegar a Belo Horizonte.
Na Ruta 99 eu encontrei o primeiro cerro (serra), em Pan de Azucar. Até chegar a Maldonado que se confunde com Punta Del Este, foram vários quilômetros de praias. Inclusive a de Punta Ballena.
Parando para fotografar em Maldonado e depois em Punta Del Este, uma surpresa: La Mano, uma escultura em forma de mão saindo das areias, na Playa Brava.
O cartão-postal de Punta del Este é a obra do escultor chileno Mario Irarrazabal: La Mano. São dedos saindo da areia, cujo significado seria a “presença do homem surgindo na natureza”.
Outra versão (hilária) diz: Monumento que representa os cinco países do Mercosul. Esse monumento foi feito há algum tempo. Hoje o Chile já não faz mais parte do Mercosul, portanto, eles deveriam decepar um desses dedos pra ficar igual a mão do Lula, a menos que a Venezuela entre no Mercosul.
Após Punta Del Este, estou na Ruta 10. Em seguida, San Rafael e La Barra, linda cidade, com uma ponte muito interessante.
Cheguei por volta de 11:30 à José Ignacio onde fica um farol. Decidi ir a essa cidade, contrariando o Sr. Eugênio, que disse não ter muitos atrativos. Eu arrisquei e me dei bem: linda cidadezinha do litoral, muito pitoresca. Vejam as fotos, que não foram muitas. Comprei um estofado y arroz (músculo, batata e legumes com arroz) numa marmitinha e figos com nozes. Comi num banco do lado de fora de uma farmácia, deliciosa refeição.
Estou muito feliz por ter feito o passeio dessa forma.
Após, peguei 10 km de terra até a Ruta 9, perdi meus figos recheados com nozes, que saco! Só descobri agora. Parei para abastecer em Rocha, depois 19 de Abril, Castillos e fotografar na Laguna Negra, foram várias paradas para descarregar o Red Bull genérico (Black Dog).
Daí até a Punta Del Diablo, onde fotografei e depois, caí com a moto numa areia na estrada não asfaltada. Uma tolice minha, sem maiores conseqüências, é claro que não consegui levantar a moto. Tive que esperar alguns minutos até localizar alguém para me ajudar. Apareceram dois senhores, me perguntaram de onde vinha e disse-lhes que após 5.019 km sem nenhuma queda eu fui cair pela primeira vez em Punta Del Diablo. Rimos e nos despedimos. Che brasileiro boludo sou eu!
Novamente na Ruta e parei em seguida na Fortaleza de Santa Teresa, palco da defesa dos portugueses contra os espanhóis. O que eu não pude ver dentro, veja aqui (depois volte para cá). Voltando à Ruta, descubro uma pista de pouso de emergência em plena rodovia. Até procurei algum avião em perigo, mas não encontrei.
Em seguida, La Coronilla e finalmente, Chuy. Passei pela aduana e como não fui parado segui em frente. De repente, estou no Brasil?! Como assim?
Simples, a cidade de Chuy/Chuí é dividida por uma avenida e uma metade é uruguaia e outra brasileira. Parei num posto de gasolina Shell e o primeiro brasileiro com quem conversei foi o Patrick, frentista muito gentil, conversamos e trocamos email. Tomei um café e fiquei conversando com outro brasileiro, Carlos. Dicas de onde ir, visitar, hospedar. Finalmente decidi voltar ao Uruguai para gastar os pesos uruguaios, já que tem free shop a rodo no Chuy.
Achei um hotel (Imperador) e fiquei aqui mesmo, desci a bagagem e andei pela avenida visitando alguns free shop. Oh, meu Deus, quanta coisa. Detesto comércio. Jantei num restaurante durante uma partida de futebol e retornei ao hotel para escrever o blog.
Conclusão 1: o Uruguai tem muita coisa bonita para se ver, a única coisa que achei chata é só aceitar dólares e pesos.
Conclusão 2: achei o argentino mais caloroso, não que o uruguaio não seja. Como tive muito pouco contato com mais uruguaios...
Conclusão 3: VIAJE, VIAJE, VIAJE. Vale a pena!
Amanhã, compro mais alguma coisa, verei se terei problemas na aduana brasileira e começo a parte brasileira: 2.200 km até minha casa.
No mais, obrigado pelos comentários, alguns não tem o nome, mas agradeço assim mesmo.
Abraço a todos,
Marcio
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Bello Horizonte! Cheguei em casa? |
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Primeira serra que vejo em dias. |
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A guerreira na estrada, seu habitat natural. |
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E eu que só esperava ver essa mão apenas no deserto do Chile (veja aqui) |
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Ponte em La Barra |
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Praia entre La Barra e Jose Ignacio |
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José Ignacio e seu farol. Linda cidade, adorei! |
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Meu almoço, o único e o mais gostoso no Uruguay |
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Ah meus figos, que saudades. |
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Estrada de terra, Jose Ignacio à ruta 9 |
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Atrás, a Laguna Negra |
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Marca histórica: 5.000 km numa única viagem. |
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Punta del Diablo |
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Depois dessa foto, mais alguns minutos e a queda |
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Com isso, eu já comprei meu terreno em Punta del Diablo. Com foto para comprovar, rsrsrs! |
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La Coronilla |
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CHUY, Uruguai |
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CHUÍ, Brasil |
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Entardecer no Chuy-Chuí |