Hoje eu fiquei sem moto e decidi "turistar", mas não como fazem os turistas. Nada de monumentos, praças, museus. Fui pra galera: andei pelas ruas, como fazemos todos os dias na nossa cidade.
Andei prá lá e prá cá, olhei preços, lojas, almocei na rua. Entre em um locutório (cabines telefônicas) para ligar pro Gabriel. Estou indo bem no meu espanhol.
O primeiro lugar que entrei com o propósito de comprar foi uma livraria enorme, onde Carlos Gardel fez suas primeiras gravações, chama-se El Ateneo. Magnífico é pouco. Consegui poucas fotos boas. Comprei guia da Patagônia, mapa de Buenos Aires e mais um guia de tradução, muito prático. Total: 127 pesos (R$ 54).
Ao pagar, quem disse que eu encontrava o cartão de crédito internacional? Pensei: ótimo, fiz como todos os outros, perdi o cartão. Decidi voltar ao hotel para verificar se eu tinha esquecido ou para cancelar o cartão.
Antes, parei para almoçar num restaurante numa esquina, não sei o nome. Muito legal, boa música, paredes recheadas de cartazes. E comi arroz, finalmente. Numa ensalada com arroz, tomate, milho, mussarela, presunto e limão. Bom atendimento, bom preço.
Voltei ao hotel e encontrei o bendito cartão, menos mal. Conversei com o Gabriel e não tive retorno da moto. Provavelmente só amanhã eu poderei andar de moto por Buenos Aires novamente.
Descansei um pouco e fui de novo para as ruas. Decidido a chegar ao obelisco na Avenida 9 de Julho. Bem andei por aqui, entrei ali, saí acolá. Passei em um shopping muito bacana (http://www.paseolaplaza.com.ar/), parece um bosque. Umas duas horas depois eu consegui chegar (são quatro quadras) ao obelisco.
Passei por baixo da avenida (tem um acesso para o metrô - Subte - em que fizeram uma galeria comercial. Tirei algumas fotos do obelisco e parei em uma banca de revista para comprar um mapa da Patagônia. Conversei longamente com o Sr. Lucio, um senhor muito simpático que me deu muitos conselhos, me contou de suas viagens e que já foi dono de posto de combustível. Retornando dessa viagem ou na próxima vou lhe visitar.
Então fui a uma loja de aventura para comprar mais algumas roupas para o frio. Uma segunda pele, um microfleece e um par de meias. Total: 274 pesos (R$ 117, no Brasil, uns R$ 300).
Andei mais um pouco, tentei ligar para o Gabriel e não consegui. Passei por um café que estava apresentando uma dupla de cantores de tango, ouvi um pouco e segui adiante. Passei por uma chocolateria da Arcor, um paraíso para chocólatras. Vi muitas livrarias, cafés, cinemas, teatros.
Parei na El Gato Negro, quem vier a Buenos Aires, não deixe de vir tomar um chocolate ou café aqui. Mil temperos, você entra é recebido com o cheiro de pimenta. Não é desagradável, pelo contrário. Muito pitoresco, como toda essa cidade que sofreu influência européia. Eles têm razão e serem esnobes em algumas circunstâncias, eles podem.
Claro, como um grande centro urbano e capital, o trânsito é pesado, há alguns abusos, mas em geral o pedestre é respeitado. Quase todos aguardam a sua vez para atravessar a faixa de pedestres. Nisso estamos a anos luz deles. Já no trânsito, vi coisas que fazemos, sejam motociclistas ou motoristas.
Enfim, depois que escrever essa postagem, pretendo sair e comer
uma pizza na Pizzaria Guerrin (que mais tarde descobri, era de propriedade do
Vidal, amigo do Gabriel). Mordam-se de inveja.
P.S.: Porém, como a Pizzaria Guerrin estava lotada, fui comer
noutra pizzaria, um rodízio de pizzas
Abraço a todos,
Marcio
![]() |
Finalmente, arroz! Tudo bem que era na salada, mas muito bem feito e gostoso. |
![]() |
Aqui não temos, mas é idêntica à Aquarius Fresh. |
![]() |
Fotos do quarto onde estou hospedado, Hotel Metropolitan, na Calle Junin, 357 |
![]() |
Um shopping diferente, Paseo La Plaza, muitos teatros e lojas, tudo de cultura |
![]() |
Famoso obelisco de Buenos Aires, para nós de BH, um pirulito avantajado. |
![]() |
Essas e outras prateleiras estão cheias de especiarias. |
![]() |
Finalmente, um chocolate que não é Nescau. |